rss
twitter
  •  

Encontros sobre Software Livre? Escolha um nome…

| Posted in cultura hacker, Flisol, Impressões, Linux, software livre, Tux-ce |

2

Saudações pessoal,

Acredito que boa parte, se não praticamente todos, os usuários de Software Livre em nossa região já ouviram falar, ou participaram, do Flisol – Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre.

É um encontro legal, rolam palestras interessantes e podemos bater um papo com pessoas do ramo, fazendo novos amigos e/ou contatos profissionais. Lado ruim? Acontece apenas uma vez por ano. :/

E se tivéssemos um encontro com a comunidade local de Software Livre com uma maior regularidade? Que tal 4, 5 ou até mesmo 6 encontros destes por ano?

Palestras, bate-papo, mesa-redonda, etc.

Gostou da ideia?

A Tux-CE está com uma proposta neste sentido.

A ideia é termos um mini-evento com maior frequência em nossa região como forma de fortalecer a ideia do Software Livre e ao mesmo tempo aumentar a integração entre nós, usuários e profissionais do ramo. Uma forma de beneficiar a todos. Se você não pode ir hoje, em breve você terá outra chance. Não fica perto da sua casa? Na próxima edição poderá ser mais próximo de você.

A ideia não é substituir ou concorrer com o Flisol, mesmo porque será um evento infinitamente menor, mas sim somar. Ser uma opção a mais para a nossa comunidade de Software Livre.

Um evento simples e rápido onde podemos ter palestras e bate papos sobre software livre, linux, cultura hacker, redes, segurança, programação, etc.

Por se tratar de um evento comunitário, nada mais justo que deixar a comunidade ajudar a moldar o evento como um todo. Acreditamos que o início de tudo, está na escolha do nome.

Na semana passada coletamos várias sugestões de nomes em nossa lista. Todos os nomes sugeridos, sem excessão, foram inseridos em nossa pesquisa com o mesmo peso.

Agora chegou a hora de definir o nome.

Gostaria de ajudar? Sinta-se convidado a votar em nossa enquete que encontra-se na página da Tux-CE através deste link.

Contamos com o seu voto para nos ajudar a iniciar este movimento.

Abraços!

Flisol Quixadá – Relato e Parabéns

| Posted in Arch Linux, cultura hacker, Flisol, Impressões, Jogos, Linux, segurança, software livre, Tux-ce |

4

Banner do Flisol quixadá

Saudações galera!

Algumas pessoas já me perguntaram nos últimos 3 dias porque eu não estava no Flisol Fortaleza este ano. “Cara, nem lhe vi lá pelo Flisol correndo pra cima e pra baixo esse ano.”

Bom, como eu havia informado anteriormente, mas nem todos devem ter notado (certo Rodrigo, hehehe), este ano estive no Flisol de Quixadá. A oportunidade de palestrar por lá surgiu e resolvi mudar o ambiente do meu Flisol este ano.

Logo na sexta-feira, dia em que cheguei em Quixadá, tive duas boas primeiras impressões:

1- O clima estava melhor do que o de Fortaleza. Sim, já não aguentava mais o nosso calor infernal. Por mais que eu já estivesse esperando um calor ainda maior, fiquei surpreso ao perceber que o tempo estava mais fresco. Talvez por conta da umidade…

2- Poucos minutos depois de minha chegada esbarro com o Ronaldo, também membro da Tux-CE, que optou por também palestrar no Flisol de Quixadá. Nos esbarramos no Hotel mesmo, já que acabamos ficando no mesmo.

Já que citei o Hotel, gostaria de fazer dois agradecimentos. Primeiro ao Samy e demais membros da organização que possam ter feito os contatos com hotéis e agilizado nossa reserva por lá. Obrigado Samy e demais envolvidos. Segundo, a todos do Hotel Monólitos que nos receberam super bem e prestaram um excelente serviço. Sim, NOS receberam bem. Porque plural? Pelo fato de minha namorada, Mari, ter ido também para Quixadá. Acho que também devo agradecer a ela pelo apoio que me deu e boa vontade (saco e paciência) de assistir minha palestra bem como outras durante todo o dia do evento. ;]

Logo na sexta aproveitamos para descansar depois de uma semana corrida de trabalho em Fortaleza. Eu, Mari e Ronaldo fomos para um restaurante que ficava próximo ao Hotel, onde tomamos umas cervejinhas e comemos uma excelente carne. No domingo fui descobrir que neste mesmo restaurante fazem a melhor bisteca que já comi na minha vida. Portanto, se alguém tiver a chance de visitar Quixadá, não deixe de comer uma bisteca caprichada no Ponto da Bisteca. O Araújo, que estava no time de organização do evento, acabou nos encontrando por lá rapidamente nesta noite.

No sábado, optei por ir bem cedo ao evento. Sim, gosto de ver as coisas por trás dos bastidores. Não gosto de apenas chegar, palestrar e ir embora. Minha primeira surpresa do dia? Uma equipe de aproximadamente 30 pessoas na equipe de organização do Flisol! o.O Bom, sei que no dia já parabenizei a todos eles, várias vezes por sinal, mas deixo novamente os parabéns. Estive envolvido direta ou indiretamente em todas as edições do Flisol Fortaleza desde o ano de 2006 e nunca vi uma equipe de organização com tanta gente disposta a ajudar. Vocês estão de parabéns.

Membros da organização - Mesa de credenciamento

Depois de “participar” como ouvinte da primeira reunião do dia com a equipe de organização do evento, os preparativos de última hora começaram e aproveitei para conhecer o local do evento, dar uma volta, etc. O evento aconteceu na Faculdade Católica Rainha do Sertão, que por sinal é linda e bem arborizada.

O evento contou com duas apresentações de abertura: Um show de humor e um grupo de dança. Infelizmente não lembro o nome do Humorista ou do grupo de dança para deixar os devidos créditos. Mas, ambos estão de parabéns também.

Ainda durante a apresentação de humor tive minha segunda surpresa do dia. Um dos integrantes do time de organização me chamou para um canto mais afastado do ginásio e me fez um convite para uma breve filmagem que eles estavam preparando. Como não estava esperando por isso, acabei tendo de improvisar algo. Mas deu tudo certo, espero. o.O

Em seguida tive minha terceira surpresa do dia. O evento contou com uma rápida mesa de cerimônia para abertura oficial do evento, para a qual fui convidado de surpresa, Samy vocẽ me paga onde foi dada uma breve explicação sobre o intuito e importância do evento bem como do Software Livre como um todo para a comunidade em geral.

Mesa de cerimônia na abertura do evento

Mesa de cerimônia na abertura do evento

Mesa de cerimônia - "Milagre, Marcelo não citou ou mostrou nada do Arch?" Sim, a camisa.

Após esta breve apresentação foram iniciadas as palestras. E como fui o primeiro palestrante do dia, tive a minha quarta surpresa no evento. Sim, muitas surpresas logo no período da manhã. hehe

Início de minha palestra sobre cultura hacker

A surpresa? A enorme quantidade de pessoas que estavam ali sentadas assistindo minha palestra. Por achar que não teria a menor condição de palestrar sem microfone acabei optando por utilizar o microfone e subir no palco que, até então, só havia sido utilizado para a apresentação de dança. De lá eu poderia ter uma visão melhor do público, bem como eles de mim. Apenas lá de cima pude ver a real quantidade de pessoas. Não tenho números, mas eram muitas. Talvez o Samy possa dar alguma média aqui nos comentários do blog!? Por outro lado, acho que as fotos falam por si só.

Platéia durante minha palestra

Platéia durante minha palestra - Ronaldo e Mari no canto direito

Platéia durante minha palestra

Abordei dois temas:

1- Cultura Hacker – Tenha ética e ganharás respeito

2- Software Livre – Nunca vi nem comi, eu só ouço falar

Casa cheia, certo?

Eu realmente não esperava tanta gente. Bom saber que em Quixadá temos tantas pessoas interessadas em conhecer algo novo. As possibilidades são enormes e as chances de saírem dali futuros militantes do software livre são óbvias.

Após a minha palestra o evento teve uma pausa para o almoço. Eu e a Mari aproveitamos para passear mais um pouco e ver como andava o movimento do lado de fora do ginásio onde se encontrava o Sertão em Rede. Do que se trata este Sertão em Rede? É um projeto que visa a inclusão socio-digital. Imagine um tele-centro para capacitação, oficinas, etc. Agora imagine um ônibus para levar o equipamente do tele-centro as mais diversas cidades.  Legal, certo? E se ambos fossem um só? O tele-centro e o ônibus? Sim, é isso mesmo. O ônibus que leva o tele-centro é o próprio tele-centro. Equipado com máquinas com Linux, ar-condicionado, lousa, cadeiras, mesas e toda a estrutura necessária para se realizar um curso ou capacitação qualquer. Sim, ele também possuí conectividade com a Internet, do contrário não poderia se chamar Sertão em Rede, certo?! Particularmente, achei brilhante. Parabéns aos responsáveis pelo projeto bem como ao Flisol por ter levado o Sertão em Rede para ser apresentado no evento.

Ônibus Sertão em Rede

Ambiente interno do Ônibus Sertão em Rede

Ambiente interno do Ônibus Sertão em Rede

Ainda nesta pausa para o almoço pude reparar nos ônibus que estavam estacionados no local. Sim, vieram muitas pessoas de outras cidades próximas para o evento como podem ver na foto abaixo. ;]

Ônibus que vieram de outras cidades próximas

Claro, não posso deixar de citar o almoço. Acredito que a Mari e os demais tenham gostado tanto quanto eu. Excelentes peixes, frito e cozido com molho de camarão, carne de sol, etc. Obrigado Samy Soares e Italo Bethoven por terem nos convidado para apreciar a excelente culinária do restaurante Abelardo.

No período da tarde aconteceram demais palestras e atividades previstas do evento como sala de games, sala de vídeos, install-fest, etc. Aproveitei para assistir algumas palestras, infelizmente não tinha como assistir todas, e visitar as demais atividades do evento.

Sala de Games

Sala de palestras - Palestra sobre HTML5 com George Gomes, SEDUC

Palestra O que o Software Livre Pode Fazer Por Você – Marcelo “Bill”, F13

Ginásio - Palestra Mercado e SL - Ronaldo Davi, ProtctIT e Tux-CE

Conheci novas pessoas e pude rever alguns velhos amigos e companheiros como o Marcelo “Bill” da F13 Informática e o Pedro Henrique, também membro da Tux-CE. Ambos palestraram no período da tarde.

Claro, no final da tarde todos estavam esgotados e optamos por nos recolher em nossos respectivos hotéis/casas para um banho e rápido descanso antes de nos encontrarmos novamente para o jantar.

Bom, cá entre nós. É fácil para o Samy combinar de tomarmos banho e descansarmos por cerca de 2 horas até ele voltar e nos encontrarmos para o jantar. Ele mora lá. Mas, nós estavamos como visita. Descansar? Ficar deitado? Isso nós podemos fazer em casa, certo?

Depois que eu e Mari terminamos o banho e descemos para o térreo do Hotel, já estavam por lá prontos também o Ronaldo, Pedro, Bill, sua namorada Poliana e outro camarada cujo nome, infelizmente, não lembro. Então já começamos uma pequena roda ali mesmo na fachada do hotel onde tomamos umas cervejinhas e tivemos um papo descontraído enquanto aguardávamos o Samy, que chegou com uma pontualidade que impressionaria qualquer britânico.

De lá pegamos a estrada e fomos jantar no restaurante Pé de Serra. Não fica exatamente em Quixadá. Digamos que fica entre Quixadá e Quixeramobim. O restaurante é lindo e a comida é divina. Foi excelente pois, já com a mente menos acelerada, pudemos bater um papo legal. Tirando algumas indecências insanas saídas da mente do Bill, tudo o mais foi tranquilo.

Após a janta resolvemos ir para um pub chamado Bom Motivo, onde estava acontecendo um tributo ao eterno Raul Seixas. O local era bem aconchegante e animado. Talvez por isso a casa estivesse com tanta gente. Com isto fechamos a confraternização de pós-flisol.

No Domingo apenas descansamos no Hotel e rodamos um pouco pelas ruas da cidade. No período da tarde conheci a tal bisteca do Ponto da Bisteca. Sem comentários. Será que eles fazem entrega em domicílio se eu disser que meu endereço fica em Fortaleza? o.O

Novamente, obrigado a todos pela recepção e hospitalidade e parabéns pelo excelente evento.

Espero que boa parte do público tenha absorvido as ideias e sementes que ali foram plantadas pelo pessoal da organização e palestrantes como um todo. Que ideias sejam trocadas e fortalecidas.

Mais fotos do evento? Clique aqui!

Abraços!

Flisol Ceará – Fortaleza, Quixadá e Russas

| Posted in cultura hacker, Flisol, Impressões, Linux, software livre, Tux-ce |

0

Para quem ainda não conhece, o Flisol - Fórum Latino Americano de Instalação de Software Livre - é um dos maiores eventos do mundo no que diz respeito ao movimento de Software Livre. O evento é realizado anualmente e ocorre de forma simultânea em diversas cidades da América Latina, totalizando mais de 120 cidades em aproximadamente 20 países. O Flisol é um evento descentralizado, onde diversas comunidades organizam e realizam seu festival, de forma voluntária, tendo como principal objetivo promover o uso de Software Livre, apresentando sua filosofia, alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.

O evento é gratuito e aberto a todo o público: curiosos, interessados e amantes do Software Livre. Nesse dia os voluntários propõe a instalação de Software Livre, como distribuições de Gnu/Linux, sistemas BSD, e aplicativos livres para Windows em geral. Alguns eventos também contam com palestras, oficinas, salas de degustação e gravações de mídias (live-CD/DVD e/ou pendrives).

O objetivo do Flisol, além de promover o uso de Software Livre em geral, é também o de criar interações entre usuários e desenvolvedores, promovendo um momento para troca de experiências, conhecimentos ou mesmo um bate papo agradável que pode resultar em futuros projetos ou apenas amizades.

Diferente dos anos anteriores, este ano não estarei presente em Fortaleza durante o Flisol, mas a Tux-CE marcará presença como de costume no Install Fest para atender e ajudar aos interessados.

Estarei no Flisol de Quixadá ministrando as palestras:

* Cultura Hacker – Tenha Ética e Ganharás Respeito

* Software Livre – Nunca vi nem comi, eu só ouço falar!

Este ano teremos 3 edições do Flisol em nosso estado, portanto escolha a mais próxima de você e marque presença.

Em Fortaleza:
Local: Vila das Artes
Endereço: Rua 24 de Maio, 1221, Centro
Telefone: 85 3252-1444

Em Quixadá:
Local: Faculdade Católica do Sertão
Endereço: Rua Juvêncio Alves, 660, Centro
Telefone: 88 3412-6700

Em Russas:
Local: Escola Estadual Manuel Matoso Filho
Endereço: Rua Cel. Perdigão Sobrinho, 433, Centro
Telefone: 88 3411-8550

Lembrando que, apesar de ser um evento gratuito, sempre estamos recebendo doações de alimentos não perecíveis no evento que irão beneficiar entidades e órgãos diversos, portanto não esqueça o seu 1kg de alimento não perecível.

Maiores informações sobre o Flisol Ceará, através deste link.

Nos vemos no Flisol.

Abraços!

Rootkit! Esse bicho morde? Proteja-se!

| Posted in Arch Linux, cultura hacker, Impressões, Linux, redes, segurança, software livre |

5

Você sabe o que é rootkit?

Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar!

É um vírus? É um trojan? É um spyware? Não, é um rootkit mesmo.

A verdade é que ainda não existe um consenso em relação ao que o rootkit é de fato. Muitos dizem que é um tipo de vírus, alguns dizem que é um trojan, como você chamaria? Eu prefiro chamar de malware, que, ao pé da letra, seria um termo utilizado para algum aplicativo contendo código malicioso. o.O Acho que seria um meio termo aceitável para que possamos utilizar como base.

Mas esse bicho morde? É de comer?

Bom, em tese um Rootkit é um tipo de malware, como expliquei acima, cuja principal intenção é se camuflar, impedindo que seu código seja encontrado por qualquer antivírus.

Teoricamente, é exatamente isto que ele tenta fazer. Passar despercebido. De fato a grande maioria dos antivírus não são capazes de rastrear Rootkits justamente por conta do seu comportamento. É aí que surgiram ferramentas especializadas neste tipo de busca. Alguns antivírus, os mais caros, já agregam excelentes ferramentas para buscar rootkits. Mas, como eles conseguem se camuflar tão bem?

Estas aplicações, rootkits, têm a capacidade de interceptar as solicitações feitas ao sistema operacional, podendo alterar o seu resultado.

Imagine que você está utilizando sua máquina e seu sistema operacional solicita a leitura ou abertura de um determinado arquivo, podendo ser a seu mando ou mesmo do antivírus, por exemplo, o rootkit intercepta os dados que são requisitados e faz uma filtragem dessa informação, deixando passar apenas o que ele deseja, ou seja, código não infectado. E o que acontece? O antivírus ou qualquer outra ferramenta ficam impossibilitadas de encontrar o arquivo malicioso ou o código, dependendo do caso.

Não é incomum encontrar o Rootkit como não apenas uma aplicação, mas um conjunto de aplicações ou, como também chamamos, toolkit.

Resumidamente poderíamos dizer que é um programa com código malicioso que busca se esconder de softwares de segurança e do usuário utilizando diversas técnicas avançadas de programação para tal.

Geralmente escondem suas chaves nos registros do sistema operacional e escondem seus processos no gerenciador de tarefas, o que torna uma missão quase impossível para um usuário identificar por conta própria. Outra prática comum de quem escreve rootkits é fazer com que eles se escondam em drivers de hardware, que são arquivos de sistema fundamentais para que o sistema operacional funcione corretamente com seus dispositivos.

O nome RootKit é por conta da função para a qual o mesmo é desenvolvido. Primeiramente ele é um kit de funcionalidades e códigos maliciosos cujo objetivo é se infiltrar nos sistemas de forma silenciosa e despercebida, geralmente liberando um  *backdoor para que o invasor possa posteriormente acessar o sistema infectado com privilégios de super usuário ou usuário administrador (root).

Para quem nunca ouviu falar em backdoors, a explicação pode ter parecido um tanto quanto confusa, portanto aqui vai a nota de rodapé: Backdoor é, assim como na tradução ao pé da letra, uma porta dos fundos. Uma falha de segurança intencional que possibilita a invasão do seu sistema de forma que o invasor possa ter este acesso e controle com um mínimo de trabalho.

Sem mais papo furado, vamos conhecer algumas ferramentas que buscam rootkits em seu Linux.

RKHUNTER

A primeira ferramenta que vou apresentar se chama rkhunter, que é a minha favorita.

Se, assim como eu, você for usuário do Arch Linux, poderá encontrar o rkhunter no AUR através deste link.

A instalação é simples e segue o padrão de qualquer instalação a partir do AUR, conforme passos abaixo:

1- Descompacte o arquivo:

[kalib@tuxcaverna downloads]$ tar -xvzf rkhunter.tar.gz

2- Acesse o diretório criado:

[kalib@tuxcaverna downloads]$ cd rkhunter/

3- Execute o PKGBUILD para criação do pacote em si:

[kalib@tuxcaverna rkhunter]$ makepkg

4- Com o pacote criado, basta instalar:

[kalib@tuxcaverna rkhunter]$ sudo pacman -U rkhunter-1.3.8-1-any.pkg.tar.xz

Feito.

Seu rkhunter está pronto para ser utilizado, mas como toda e qualquer aplicação de varredura, como antivírus, por exemplo, é sempre recomendado atualizar sua base de dados antes de iniciar a busca, portanto digite o seguinte para atualizar a base com as propriedades dos arquivos existentes:

# rkhunter –propupd

Em seguida é a hora de atualizar a base de dados do rkhunter em si:

# rkhunter –update

Agora, vamos vasculhar o sistema:

# rkhunter -c

Você terá uma listagem das checagens parecida com esta:

Perceba que é tudo apresentado de forma simples e objetiva.

No final da checagem ele gera um arquivo onde ele armazena todas as informações que ele registrou bem como lhe aponta uma descrição dos resultados da busca.

 

TIGER

Esta será a nossa segunda ferramenta.

O Tiger é uma ferramenta de segurança que não pensa tanto na aparência, portanto não espere uma tela tão amigável e colorida quanto a do rkhunter. ;]

A instalação da mesma no Arch Linux também se dá através do pacote do AUR que pode ser encontra neste link.

A instalação segue o mesmo procedimento que utilizamos no rkhunter, conforme abaixo:

[kalib@tuxcaverna downloads]$ tar -xvzf tiger.tar.gz

[kalib@tuxcaverna downloads]$ cd tiger/

[kalib@tuxcaverna tiger]$ makepkg

[kalib@tuxcaverna tiger]$ sudo pacman -U tiger-3.2.3-2-x86_64.pkg.tar.xz

Finalizado. Para executar, basta rodar:

# tiger

Ele iniciará a busca e lhe trará uma interface como esta:

Assim como o rkhunter, no ato de finalização ele irá gerar um arquivo com o relatório da checagem. Ele lhe informará o caminho do arquivo, mas provavelmente será em /var/log/tiger/.

 

CHKROOTKIT

Agora vamos para a terceira e última ferramenta deste post.

Para usuário Arch, desta vez a instalação é ainda mais simples do que as duas anteriores, visto que o pacote já se encontra nos repositórios do pacman.

[kalib@tuxcaverna ~]$ sudo pacman -S chkrootkit

Instalado!

Assim como o Tiger, o chkroot também possui uma interface simples sem cores ou enfeites, conforme pode ser visto abaixo:

Apesar de não ser colorida e enfeitada, é uma interface bem simples e de fácil entendimento, concordam?

Claro, não existem apenas estas ferramentas para busca de rootkits e códigos maliciosos, mas levaria muito tempo para escrever sobre todos ou ao menos a maioria.

No mais, acho que já é um bom começo para um entendimento básico sobre o que é esse tal Rootkit e o que esse bicho faz.

Com estas ferramentas as chances de algum rootkit passar despercebido em seu ambiente Linux já são bem limitadas.

Abraços!