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Lançado KDE 4.6 – Sim, claro…se você usa Arch você não precisa esperar!

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- DEV do Arch, qual é sua missão?

- Empacotar antes de qualquer distribuição!

- DEV do Arch o que é que você faz?

- Eu empacoto coisas que assustam o Satanás!

É isso aí pessoal, ontem o projeto KDE liberou o KDE 4.6 com muitas melhorias e o pessoal do Arch já saiu na frente, claro. Sim, se você usa Arch, não precisa esperar, pode atualizar seu KDE com o seu rotineiro # pacman -Syu.

Dentre as grandes mudanças, gostaria de destacar o suporte nativo ao UPower, UDev e UDisks que podem ser utilizados ao invés do depreciado HAL. Para isso, o pacote hal deixa de ser uma dependência do kdebase-workspace e pode ser removido do seu sistema.

Outra novidade é que com a última atualização do Phonon, os DEVs declararam que o backend Xine não será mais mantido e precisará do PulseAudio para funcionar; você realmente deveria pensar em trocar para o GStreamer ou VLC backend.

Várias melhorias foram implementadas também em contexto geral no Plasma Workspaces que ganhou, dentre outras coisas, um novo sistema de Activities, lhe permitindo uma associação mais fácil de aplicações com atividades específicas e particulares como trabalho ou atividades de casa. Várias mudanças no Kwin, o gerenciador de janelas do Plasma, também foram implementadas para melhorar a performance do mesmo e ao mesmo tempo tornar mais leve para o sistema como um todo.

E se eu tiver um netbook?

O KDE 4.6 também trouxe uma série de novos recursos que facilitam e tornam o sistema ainda mais leve para este tipo de usuário. O Plasma Netbook, otimizado para computadores mais portáteis, se tornou ainda mais leve e fácil de se utilizar através de uma tela touchscreen.

Várias modificações no dolphin, correções de bugs e aparência também foram implementadas, mas… se eu for realmente listar todas as modificações, posso acabar perdendo meu emprego, portanto vou apenas lhes deixar o link do site oficial onde podem ser encontradas todas as mudanças desta release: http://kde.org/announcements/4.6/

Abraços!

Chaveamento de Interfaces de rede – placas Broadcom

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broadcom

Como diria a Feiticeira (não lembro o nome real dela), não é feitiçaria, é tecnologia!

Como já expliquei no outro post, tive problemas com meu notebook e por isso passei muito tempo afastado do blog. Bom, recentemente comprei outro e cá estou novamente em casa.

Mas, como nem tudo é um mar de rosas… toda mudança trás impactos positivos e negativos.

A máquina escolhida foi um Dell Vostro 3300. Com certeza uma excelente máquina e que eu não deixaria de recomendar para ninguém.

Para quem comprou algum Dell recentemente, ou pensou em comprar, não deve ser uma novidade que estas máquinas, em sua grande maioria, estão trazendo chipsets wireless da Broadcom, ao invés dos Intel.

Quando pensei em comprar, refleti bastante sobre isto, visto que os drivers para broadcom no linux já tiveram um passado um tanto quanto nebuloso em se tratando de Wireless.

Resolvi encarar e não me arrependo. A performance está excelente. O driver realmente funcionou como deveria funcionar porém tive um pequeno problema.

Utilizo KDE como gerenciador de janelas em meu ArchLinux e Wicd como gerenciador de redes. Estava tudo funcionando bem mas ao reiniciar a máquina um certo dia percebo que o Wicd não havia encontrado nenhuma rede wireless. o.O

Reinicio novamente e ele volta a encontrar. Feitiçaria? Fiquei curioso e resolvi reiniciar novamente e… funcionou. Pensei: “Foi apenas um susto..ela devia querer descansar..”

Mas no dia seguinte ao ligar em casa percebi que, novamente, a interface wireless não foi encontrada pelo Wicd. Lembrei do fato anterior e reiniciei novamente. A interface continuava sem funcionar no Wicd.

Lhes poupando dos testes que resolvi fazer para isolar o problema, descobri que as vezes a minha interface wireless estava subindo como eth0, as vezes subindo como eth1. Isso, obviamente, deixava o Wicd confuso, pois na configuração dele é necessário especificar qual será a interface wireless e qual será a wired (cabeada). Portanto, quando o notebook subia com a wireless na eth1, o Wicd funcionava numa boa, mas quando subia na eth0 o Wicd continuava tentando escanear redes wireless com a eth1, portanto não funcionava.

Após algumas pesquisas descobri que este é um acontecimento comum em relação ao driver da broadcom. Este chaveamento ou swap de interfaces de rede acontece realmente de forma aleatória.

Como resolver? Amarrando a interface ao nome, literalmente.

A placa começou a funcionar da forma esperada após vincular via regra o MAC da interface ao nome que eu desejava para ela. Desta forma, na hora de subir, ambas passam a subir de acordo com a regra que eu especifiquei, o que resolveu o problema pois a interface wireless passou a sempre subir com o mesmo nome, evitando que o Wicd tentasse escanear com uma interface que não existe.

Sem mais papo furado.. mãos à obra!

Antes de mais nada é necessário criar, caso você já não possua, o arquivo /etc/udev/rules.d/10-network.rules acrescentando o seguinte conteúdo:

SUBSYSTEM==”net”, ATTR{address}==”aa:bb:cc:dd:ee:ff”, NAME=”eth0″
SUBSYSTEM==”net”, ATTR{address}==”aa:bb:cc:dd:ee:ff”, NAME=”eth1″

o.O wtf?

Bom, com isto você estará deixando claro para o sistema qual o nome que deverá ser atribuído para cada interface.

Você deverá apenas substituir o “aa:bb:cc:dd:ee:ff” e “ff:ee:dd:cc:bb:aa” pelos respectivos endereços MAC das interfaces.

O valor dos campos NAME podem ser alterados de acordo com sua vontade, por exemplo: eth0 para a cabeada e wlan0 para a wireless.

Caso não saiba como conseguir o endereço MAC de suas interfaces, utilize o seguinte comando:

# ifconfig | grep HW

Isso lhe dará um retorno parecido com o seguinte:

eth0  Link encap:Ethernet  HWaddr A4:BA:DB:D7:41:C0
eth1  Link encap:Ethernet  HWaddr 1C:65:9D:6E:65:1B

Os endereços MAC são os valores que destaquei acima.

ATENÇÃO: Apesar de o MAC constantemente ser escrito com letras em maiúsculo como apresentado acima, no caso do arquivo 10-network.rules você deverá utilizar letras em minúsculo. Exato, o arquivo é case sensitive, portanto só funcionará desta forma.

Caso você receba uma saída parecida com a minha e queira se certificar de qual dos dois endereços MAC é o que realmente representa a interface wireless pode testar com os seguintes comando:

# iwlist eth0 scanning

e…

# iwlist eth1 scanning

Você perceberá que terá resultados diferentes. O que retornar um scan completo de redes wireless disponíveis, obviamente, é a interface Wireless. ;]

Após ter escolhido o nome que deseja para cada uma de suas interfaces pode salvar o arquivo de regra.

ATENÇÃO²: Certifique-se de atualizar o seu arquivo /etc/rc.conf para evitar que os nomes das interfaces estejam diferentes das que você criou no arquivo de regras.

É isto.. agora sua interface funcinoará da forma esperada.

Abraços!

Somos menos de 1%? o.O Usuários Linux, cadastrem-se!

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Pessoal, recentemente surgiram algumas notícias de fontes suspeitas informando que o Linux está em menos de 1% dos computadores desktop existentes no mundo hoje.

Será verdade?

Todos podemos ver claramente o quanto o Linux vem crescendo e ganhando espaço hoje em dia. Lembro que em 2005, quando entrei na faculdade, ao perguntar para meus colegas de faculdade, poucos conheciam ou já haviam chegado perto de uma máquina com Linux. Hoje a realidade é outra, cerca de 50% dos colegas já, ao menos uma vez, utilizaram uma máquina com Linux, seja em seu trabalho, seja no Banco, lan house, etc.

O Linux está ficando mais forte a cada dia entre os usuários domésticos.

Começaram um projeto web para tentar quebrar este mito: http://www.dudalibre.com/gnulinuxcounter?lang=en

Se você possui um desktop, ou mais, com linux, talvez você queira contabilizar o seu voto.

Além de contabilizar quantas máquinas desktop utilizam Linux, ele ainda separa por ranking de países e distribuições.

Se serve de incentivo, ainda estamos abaixo dos hermanos argentinos. ¬¬ Vamos dar um gás né galera?

Abraços!

Simples solução de backup? SBackup

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Quantas vezes você já foi surpreendido por alguma falha grave em seu sistema de arquivos, disco rígido ou mesmo por vírus (no caso de quem utiliza Sistemas Operacionais Genéricos) e depois de perder centenas de arquivos e informações se perguntou: Porque eu não fiz backup disso antes?

É natural do ser humano ignorar o ditado “Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje” dando espaço ao mais utilizado e adotado (quase que enraizado na cultura brasileira) “Não faça agora o que pode esperar para amanhã”, e, por consequência desta atitude, milhares de dados são perdidos diariamente no mundo inteiro pela falta de um simples backup.

Existem milhares de ferramentas de backup super eficientes para meios corporativos, portanto não abordarei este tópico. Empresas já possuem (ou ao menos deveriam possuir) seus especialistas em TI que conhecem boas soluções e estratégias de backup para garantir a continuidade dos serviços da empresa em casos de necessidade ou perda.

Hoje vou apresentar uma ferramenta bem simples e interessante aos usuários domésticos. Sim, backup não é apenas para empresas. Sempre é bom que se tenha backup mesmo em sua máquina doméstica. Não perca sua monografia que levou tanto tempo para ser trabalhada, ou aquele projeto importante, quem sabe até aquelas fotos de 10 anos atrás que você tanto preza.

É comum ver amigos fazendo tais backups em dvds, pendrives, email, etc. Porém, isso me parece um tanto quanto amador.

Se você realmente preza pelos seus dados, é hora de planejar um backup sério.

Lhes apresento o SimpleBackup, ou simplesmente SBackup.

Uma apresentação informal rápida…

O Simple Backup é uma solução de backup simples para atender as necessidades de usuários desktop. O projeto foi patrocinado pelo Google durante o Google Summer of Code 2005.

Instalação? Se você utiliza Arch Linux, basta pedir ao nosso amigo pacman:

# pacman -S sbackup

OBS: Ele lhe dará duas ferramentas depois de instalado:

* Configuração do Backup

* Restauração de Bakcup

Vamos começar pela Configuração do Backup.

E agora, a tão esperada Cara do Bixo.

Essa é a tela inicial. Simples e modesta. Sem propagandas ou logomarcas coloridas.

O Simple Backup lhe permite fazer backups simples, completos ou incrementais.

Nesta primeira tela, você decide a forma desejada. Sugiro que para o primeiro teste, selecione a opção Somente backup manual. Desta forma iremos configurar um backup simples e rápido para testar a ferramenta.

Selecionada a opção de “Somente backup manual”, vamos à próxima aba chamada “Inclusões”. Nos será apresentada a tela a seguir:

Por padrão ele vai trazer vários diretórios, pode Remover os diretórios que ele lhe trás e adicionar alguns poucos diretórios (de preferência com poucos arquivos, apenas para agilizar nosso teste. ;] Um total de 20 ou 30 MBs já resolve para nosso teste.

No meu exemplo, eu desejo backup apenas dos diretórios “/home/kalib/imgs/” e “/home/kalib/amsn_received/”, conforme pode ser visto na imagem anterior.

Uma vez que você tenha finalizado a configuração dos diretórios desejados, vamos para a próxima aba: “Exceções”

Esta aba servirá para informarmos o que NÃO deverá entrar no backup. Esta sessão se divide em 4 categorias, como pode ser visto na imagem abaixo:

1- Pastas - Aqui você lista quais pastas ou arquivos não deseja incluir no backup. Repare que ele já trás vários diretórios por padrão. Pode remover todos. Por exemplo:

Supondo que eu tenha marcado o diretório /home/kalib/imgs/ para backup, porém dentro deste diretório existem os diretórios /imgs1 /imgs2 e /imgs3. Eu não quero o /imgs3 em meu backup, então posso incluir nestas Exceções de Pastas o caminho “/home/kalib/imgs/imgs3/”. Deverá ficar algo como ilustrado a seguir:

2- Tipos de arquivos – Aqui devemos descriminar quais tipos de arquivos iremos deixar fora fora do backup. Novamente, ele já trás vários diretórios por padrão. Pode remover todos. Esta função é útil por exemplo para quem não deseja levar no backup algum tipo de arquivos em específico.

Por exemplo, supomos que nos diretórios que eu marquei para fazer backup, eu não deseje que sejam levados também os arquivos do tipo .mp3.

Para isto, eu clico na opção Adicionar e na janela que será apresentada escolho a opção de formato mp3.

Deverá ficar da seguinte forma:

3- Expressões Regulares – Esta é para quem possui conhecimentos em regex. Caso você não entenda o que são expressões regulares, sugiro que remova os que ele trás por padrão e deixe este campo em branco.

4- Tamanho Máximo – Por último, definiremos o tamanho máximo de cada arquivo que estará no backup. Vamos supor que eu não queira que ele leve arquivos maiores que 10 MB. Basta indicar neste campo e seguir em diante.

Agora vamos conhecer a próxima aba, “Destino”.

Nesta aba, como o próprio nome já diz, deveremos escolher o local para onde será enviado o nosso backup. Aqui temos três opções:

1- Usar a pasta padrão backups que se localiza em /var/backup

2- Usar uma pasta personalizada: Neste caso você vai escolher em qual diretório você deseja que o backup seja feito. Lembrando que este destino pode ser também um disco externo que possa estar plugado via usb, por exemplo.

3- Utilizar uma pasta remota: Neste caso você envia o backup para uma outra máquina pela rede através de ssh ou ftp.

No meu caso, optei por enviar via ssh para uma outra máquina, como pode ser visto na imagem anterior. Mas, qualquer que seja a opção escolhida por você, servirá para o nosso teste. Apenas a nível de curiosidade, segue comando que digitei como meu destino:

ssh://MEU_USUARIO:MINHA_SENHA@192.168.0.83/home/marcelo.cavalcante/backups/

Onde:

MEU_USUARIO = nome do usuário na máquina que receberá este meu backup

MINHA_SENHA = senha deste usuário

192.168.0.83 = ip da máquina para onde o backup será enviado

/home/marcelo.cavalcante/backups/ = diretório onde eu desejo que o backup seja guardado na outra máquina

A próxima aba é a de “Agendamento”. Nela você irá definir a frequência com que seu backup será realizado. Diário, semanal, mensal, a cada 2 dias, a cada 10 dias, etc… Qual dia? Qual hora? Qual minuto?

Estas configurações, caso habilitadas, serão para um backup incremental, ou seja, apenas o que foi adicionado desde o último backup.  Repare na opção “Faça um backup completo uma vez a cada XX dias”. Caso você faça os agendamentos anteriores e determine neste campo o valor de 10 dias, estará significando que o seu agendamento anterior será para backups incrementais e apenas depois de 10 dias ele será completo.

Esta é a cara da criança:

Como nada disso importa para este nosso teste, deixe como na imagem acima mesmo… sem agendamentos e datas.

Vamos à última aba: “Limpeza”

É aqui que você configura sua política de limpeza de backups. por exemplo. Se eu faço backups diários incrmentais e um completo a cada semana, rapidamente eu terei uma quantidade de arquivos de backups enormes e desnecessários, então posso especificar nesta aba que desejo que arquivos de backup de 30 dias atrás, por exemplo, sejam removidos automaticamente.

Novamente, deixemos isto para lá por enquanto. Não utilizaremos em nosso teste. Segue imagem:

Feitas estas configurações, clique em “Salvar”. Isto irá gravar as configurações feitas por você. Após isto, basta clicar em “Backup Agora!”

O backup será iniciado em background, portanto não espere por uma barra de progresso. Caso deseje acompanhar se o processo realmente iniciou, utilize ferramentas como o top ou o ps em seu linux. ;]

Como colocamos poucos diretórios e arquivos, esta tarefa deve levar poucos minutos.

Passados alguns minutos, pode reparar no local que você especificou como destino. Lá estarão seus arquivos de backup, com data e hora deste momento em que foi executado.

E caso, eu tenha escondido um vírus neste blog e os arquivos de seu hd sejam removidos em 2 minutos? >]

Não se desespere. Uma vez que você já realizou backup de seus dados, tudo o que você precisa fazer é restaurar o mesmo.

Inicie agora a outra ferramenta: Restauração de backup

Esta é a aparência, também simples, da mesma:

Tudo o que tem a fazer é escolher o arquivo de backup que deseja restaurar e clicar em restaurar. ;]

Ela lhe permite inclusive escolher o que exatamente você deseja restaurar e onde deseja restaurar. Tudo isso com uma interface bastante simples e intuitiva.

Que bom ter uma cópia de seus dados em casos de catástrofes, certo?!

Abraços!